Sea Boy: o jogo de puzzles de atirar peixes que a Rival Dreams não conseguiu vender
Sea Boy não é um lançamento indie moderno, como o seu aspeto em pixéis podia sugerir. É um protótipo feito no início dos anos 2000 pela Rival Dreams, um pequeno estúdio formado por três programadores quando ainda trabalhavam na Acclaim Studios Austin: Ian Dunlop, Jools Watsham e Kynan Pearson. O plano era criar jogos para Game Boy Advance e apresentá-los a editoras. Sea Boy seguiu-se à sua primeira tentativa, um Metroidvania chamado Dark Eden, e, tal como esse, nunca encontrou ninguém disposto a financiá-lo.
Num relance
- Criado por: Ian Dunlop (design e programação) e Jools Watsham (arte e música), para a Rival Dreams
- Lançamento: nunca como jogo terminado; o protótipo foi tornado público a 24 de outubro de 2022
- Género: plataformas de física e puzzles
- O que o distingue: uma simulação de fluidos que permite subir e baixar a água, algo invulgar na GBA
A ideia
Dunlop queria afastar-se de jogos violentos como Walker no Amiga depois de se tornar pai. O resultado é um rapazinho, baseado no seu próprio filho, que tenta salvar o oceano transportando peixes entre massas de água.
O que fazes
- Escolhes os níveis num mapa do mundo inspirado em Super Mario World.
- Resolves níveis que têm, cada um, várias soluções.
- Pegas em peixes, atiras-os ou corres com eles.
- Subes e baixas o nível da água para abrir caminhos.
- Usas uma planta-bomba idealizada por Watsham: fica fechada fora de água e abre debaixo de água, pelo que as suas bombas podem rebentar paredes e libertar inundações.
- Persegues objetivos opcionais como saltos e mergulhos; descobrir um ponto de mergulho rende um bónus secreto.
Como voltou
A Time Extension contou a história da Rival Dreams e trabalhou com a Forest of Illusion e com Dunlop para lançar publicamente o protótipo de Sea Boy em outubro de 2022. Resta mais uma ligação: a empresa posterior de Watsham, a Atooi, deve o nome a Sea Boy.
