Battle Mania Daiginjo: a sequela que só o Japão e a Coreia receberam
Trouble Shooter, da Vic Tokai, é relativamente conhecido no Ocidente. A sua sequela não é, e isso explica em grande parte porque o Battle Mania Daiginjo é tão procurado. Saiu a 24 de dezembro de 1993 para a Mega Drive, apenas no Japão e na Coreia do Sul, e a sua tiragem curta tornou-o um dos jogos mais caros da consola.
Num relance
- Baseado em: Battle Mania (lançado no Ocidente como Trouble Shooter)
- Criado por: Vic Tokai
- Lançamento: dezembro de 1993 (Japão e Coreia do Sul)
- Género: Shoot 'em up
- O que o distingue: duas heroínas, um sistema de armas reformulado e uma rara mistura de deslocamento vertical e horizontal
O que o primeiro jogo preparou
O original, realizado por Fujito "Takayan" Takada, tinha como protagonistas Madison e a sua parceira Crystal, que pode inverter a posição de tiro para disparar atrás de Madison e não pode ser ferida por fogo inimigo. Tinha uma apresentação bem-humorada, com sabor a anime, e a escolha de uma arma especial no início da maioria dos níveis. A imprensa da época elogiou o humor e as duas protagonistas femininas.
O que a sequela muda
- Um sistema de armas revisto, com mais escolhas
- Dificuldade e duração dos níveis ajustadas
- Nove níveis, mais três do que o antecessor
- Níveis que misturam deslocamento vertical e horizontal, o que é invulgar no género
Receção
As pontuações no lançamento foram moderadas: os críticos da Famitsu deram-lhe cerca de 5 ou 6 em 10. Os leitores foram mais generosos. Numa votação da Sega Saturn Magazine em 1995, ficou em 24.º lugar entre os jogos de Mega Drive, e Chris Rasa, do Hardcore Gaming 101, já o classificou como um dos melhores shooters da consola. O diretor da série, Takada, propôs mais tarde uma sequela para a Dreamcast, mas foi cancelada quando nenhuma editora se apresentou.
